Vegetarianismo e Espiritualidade

Há muitas citações na Bíblia e em diversas outras escrituras sagradas que remetem ao vegetarianismo. Apesar de muitos dizerem que está escrito na Bíblia que o homem deve comer carne, geralmente essas pessoas não estudaram o suficiente tal escritura que, como a maioria das escrituras religiosas, prega a paz, o amor, e, portanto, o vegetarianismo.

Vegetarianismo e a Filosofia Védica

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Vegetarianismo e a Filosofia Védica

Na Índia, há 550 milhões de vegetarianos. Tal dieta, considerada parte essencial do desenvolvimento do processo espiritual, é recomendada pelos Vedas (Veda = Verdade), os textos sagrados da Índia datados de cerca de 5 a 8 mil anos atrás. Através do princípio do AHIMSA, ou seja, da não-violência, o vegetarianismo está presentes na filosofia do Yoga, e foi propagado por Mahatma Gandhi, que liderou milhões de hindus na libertação da Índia contra a opressão britânica. O ahimsa, conceito que promove a misericórdia, o amor e a compaixão por todas as entidades vivas, tem profundos efeitos no comportamento e na consciência humanos. Hoje, mesmo com uma superpopulação, a Índia tem baixos índices de violência. “Não usarás seu corpo dado por Deus para matar as criaturas de Deus, sejam elas humanas, animais ou de qualquer tipo” Yajur Veda...

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Vegetarianismo no Alcorão

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Vegetarianismo no Alcorão

“Não existem animais sobre a terra ou criaturas aladas, mas pessoas como você” “Aquele que é bom com as criaturas de Deus é bom consigo mesmo” (frase atribuída a Maomé)   ‘Os sufis,místicos islamitas, praticam o vegetarianismo por razões de desenvolvimento espiritual. É deixado, no entanto, a cada indivíduo a decisão de ser vegetariano ou não. A santidade islâmica M.R. Bawa Muhaiyaddeen, considerada por muitos um santo do islamismo, era vegetariano; em um de seus livros,cita palavras que se assemelham aos preceitos essênios mencionados por Jesus quanto ao consumo de carne e sua relação com a matança de homens por homens.’ Trecho do livro “Lugar de Médico é na Cozinha”, do Dr. Alberto Peribanez Gonzalez   O Alcorão também proíbe comer animais mortos, carne e sangue. Um dos primeiros profetas após Maomé, o seu próprio sobrinho, aconselhou aos discípulos mais evoluídos, “Não transformem os seus estômagos em sepultura para...

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Vegetarianismo no Livro de Daniel

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Vegetarianismo no Livro de Daniel

“Então disse Daniel ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia constituído sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias: Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, e que se nos dêem legumes a comer, e água a beber. Então se examine diante de ti a nossa aparência, e a aparência dos jovens que comem a porção das iguarias do rei; e, conforme vires, procederás para com os teus servos. E ele consentiu isto, e os experimentou dez dias. E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos de carne do que todos os jovens que comiam das iguarias do rei. Assim o despenseiro tirou-lhes a porção das iguarias, e o vinho de que deviam beber, e lhes dava legumes. Quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos.” Daniel 1:11-17...

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A multiplicação dos pães (e não dos peixes!)

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A multiplicação dos pães (e não dos peixes!)

“E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades. E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos. E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si. Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer. Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. E ele disse: Trazei-mos aqui. E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão. E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias. E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças.”  Mateus, 14: 13-21   Jesus não dá peixe para as pessoas comerem, nem há referências a que ele coma peixe nessa passagem. Ele multiplica os pães e dá os pães às pessoas para que comessem, ao contrário do que muitas pessoas, equivocadamente, defendem. ...

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Jesus era Vegetariano?

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Jesus era Vegetariano?

“Pois uma criança nascerá para nós, um filho nos será dado e o governo repousará em seus ombros e seu nome sera chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” (Bíblia Sagrada, livro de Isaías). …     Como alguém que viveu para defender o amor por toda a humanidade, incluido animais, há ampla evidência que mostra que Jesus viveu sua vida como um pacifista e vegetariano. A primeira evidência clara de que o Mestre Jesus era um vegetariano é que seus apóstolos viviam da dieta de vegetais. O Padre Eusébio da Igreja escreveu em seu trabalho “Demonstração Evangélica”: “Eles (os apóstolos) abraçaram e preservaram em uma árdua e cansativa vida, com jejum e abstinência de vinho e carne.” E em seu texto “História da Igreja”, o Padre Eusébio escreveu que o apóstolo João “nunca comia carne.”     O Padre da Igreja Primitiva São Clemente de Alexandria, que também era vegetariano, escreveu sobre o apóstolo Mateus: “É muito melhor ser feliz do que ter seus corpos atuando como cimitérios para os animais.” Assim, o apóstolo Mateus partilhava de sementes, nozes e hortaliças, sem carne.” E no “Clementine Homilies”, de São Clemente, São Pedro é citado como tendo dito: “Vivo de azeitonas e pão ao qual raramente acrescento hortaliças.”     No evangelho dos Hebreus, que era sagrado para grupos de Cristãos Primitivos tais como os Ebionitas, Jesus Cristo e João Batista são descritos como vegetarianos. Os Ebionitas, bem como os outros grupos de Cristãos Primitivos eram vegetarianos. Os ebionitas aceitavam só o Evangelho de Hebreus como autêntico e criam que este Evangelho era o original Evangelho de Mateus.     Em sua versão do Evangelho de Hebreus, conhecido como o Evangelho dos Ebionitas, Jesus disse: “Eu vim para abolir os sacrifícios, e se você não pára de sacrificar, a ira de Deus não cessará em você.”     Segundo o Evangelho dos Ebionistas, o Senhor Jesus também rejeitou a refeição da Páscoa. “Onde quereis que preparemos para comerdes a Páscoa?” Ao que ele respondeu: “Não tenho nenhum desejo de comer a carne deste Cordeiro Pascal com vocês.”     A visão de que Jesus não comeu o cordeiro na refeição da Páscoa também é apoiada por sua Santidade o Papa Bento XIV, que afirmou: “Em toda a probabilidade ele (Jesus) celebrou a Páscoa com seus discípulos em conformidade com o calendário de Qumram, então pelo menos um dia antes, ele o celebrou sem cordeiro, como a comunidade de Qumram que não reconhecia o Templo de Herodes e estava à espera do novo templo.”     O irmão do Mestre Jesus, Tiago o Justo, também é ralatado ter sido vegetariano. De acordo com o historiador da Igreja Hegesippus e o Evangelho de Tomé, Tiago o irmão de Jesus tornou-se o líder da Igreja Primitiva após a morte de Jesus. Hegesipo, citado por Eusébio, escreveu: “O apóstolo, Tiago o irmão do Senhor, apelidado o Justo, foi nomeado o chefe da Igreja em Jerusalém. Na verdade, muitos são chamados de Tiago. Este foi um Santo desde o ventre de sua mãe. Ele não bebia nem vinho nem bebida forte, não comia carne, nunca raspou-se ou se ungiu com óleo ou banho. Somente ele tinha o privilégio de entrar no Santo dos Santos, pois na verdade ele não usava vestimentas de lã mas de linho e ia sozinho para o templo e orava em favor do povo.”     O estudioso da Bíblia Dr. Robert Eisenman escreveu em seu altamente aclamado livro “Tiago, o irmão de Jesus”: “Por causa da estatura preeminente de Tiago, as fontes para ele revelam-se bastantes...

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Vegetarianismo: Sim, está na Bíblia

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Vegetarianismo: Sim, está na Bíblia

 Enquanto a Bíblia – em muitas partes – parece respaldar o consumo de carne, tais passagens não devem ser tomadas fora de contexto.   Ao invés de utilizar o recurso de emergência de Noé (depois do dilúvio, no qual toda a vegetação foi arrasada) tal como se afirma em Gênesis 9:3, uma dieta mais apropriada é a original, que foi enunciada pelo Senhor em Gênesis 1:29:   “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.”    Logo Deus indica – no verso seguinte – que esta dieta é “boa”, enquanto a outra à qual fez referência (a que contém carne) foi permitida “simplesmente para satisfazer a luxúria”.   Isso está muito claro, porém, novamente, tudo deve ser estudado dentro do contexto.   O exemplo das codornizes que Deus significativamente, enviou para os filhos de Israel depois que “se cansaram” de sua mana (Números 11:31) é um dos principais exemplos do fato de citar fora do contexto. Apesar dos versos 31 e 32 descreverem as codornizes e o banquete subsequente, o verso 33 deve ser lido para reforçar o pleno impacto dessa passagem:   “Quando a carne estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, se acendeu a ira do SENHOR contra o povo, e feriu o SENHOR o povo com uma praga mui grande.”   Deus não estava contente com o fato de que o povo comesse carne.   Isso também se torna claro quando estudamos a história dos princípios da igreja, uma época na qual os padres fundadores desta haviam aderido ao ideal vegetariano. Você pode estudar suas vidas: Tertuliano, Orígenes, São João Crisóstomo. A lista segue e segue. Fazendo um parêntese, o fato de que estes padres pioneiros da igreja foram vegetarianos reconhecidos constitui uma evidência importantíssima do que poderíamos ter lido na Bíblia antes dela ser moldada pelos vários Concílios Ecumênicos.   Não foi até a época do imperador Constantino (séc. IV) que os cristãos vegetarianos tiveram de começar a se esconder, pelo fato de que Constantino era um comedor de carne. Ele era também um maníaco e os livros de históricos da igreja abundam em histórias sobre como encher de chumbo derretido as gargantas dos cristãos vegetarianos, devido à dieta que seguiam. Incidentalmente, ele também matou sua esposa jogando-a em uma tina de água fervente.   O conhecimento das escrituras é simples para aquele que é simples, mas difícil para aquele que está desviado. A Bíblia diz claramente “Não matarás” (Êxodo 20:13). Não poderia ser dito de forma mais simples.   O termo exato em hebreu é “lo tirzach”, que, de forma precisa, se traduz “Não matarás”.   Um dos maiores eruditos de linguística Hebreu/Inglês (do século XX) Reuben Alcalav – escreveu em seu gigantesco livro “O dicionário Completo Hebreu/Inglês” que “tirtzach” se refere a qualquer tipo de matança. A palavra “lo”, como podem suspeitar, significa “não deves”. Não mate! Afinal, a Bíblia é muito clara neste ponto.   Aqui podemos fazer uma comparação com a literatura Védica, que também é clara neste aspecto. De fato, os Vedas levam este ponto mais além do vegetarianismo, devido ao fato de também existir uma reação pecaminosa por matar vegetais. Portanto, os Vedas prescrevem uma dieta lactovegetariana – que seria a menos danosa aos seres vivos – e um processo especial para liberar a pessoa das mínimas reações pecaminosas que possam surgir de matar as plantas. O processo se explica de forma básica no texto do Bhagavad-gita, e...

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