A carne era para fornecer proteína, pois sem ela, a proteína animal… eu não seria ninguém.
E esta falácia multiplicada, foi motivo até para levar uns petelecos da minha tia, que a mim, queria bem, e obrigava meu corpo a “comer o bom bife”.
Até que Pinocchio, o meu cão salvador, ficava ao pé da mesa, tomando aquilo que meu corpo não mais queria. Sim, foi com a ajuda do 4 patas do meu primo, quecomecei a ficar livre da dor. Pois ainda tive o azar de comer meu frango de estimação; o Francisco.
A dor foi de tal grandeza, que dias e dias me deixaram ir e vir ao hospital, ao saber que meu tio tinha feito a brincadeira de “- Fazer caldo”, daquele que dormia nos meus pés, o Frango Francisco.
Com o tempo, aos poucos, fui descobrindo que existem formas de ter saúde, sem comer o que de mim foge. Sim, se tentamos pegar um galinha, peixe ou vaca para matar, eles fogem! Experimente pra ver.
Então a estrada é longa. Não vou dizer que foi por compaixão, porque não sou tão evoluída. Vou dizer a verdade, foi porque o sabor da carne, o cheiro da carne, não gera prazer. E ainda deixa o cheiro humano horrendo. Foi por vaidade, por fúria, por raiva e por mágoa que deixei de comer carne. Pois ao comer carne, sinto forte desequilíbrio, moleza, cansaço. Foi também por fazer a matemática: – É muito mais econômico, pois não gasto com medicações e médicos, tenho mais saúde há 24 anos.

Mas devo confessar: vez ou outra ainda roubo um pouco do bezerro, pois eventualmente tomo sorvete e gosto de queijo.

Um dia, quando for evoluída, permito a compaixão completa e deixo este, que é um vício, e permito que vacas e bezerros não mais sejam roubados por mim. Juro que estou tentando.

Minha ambição? Me tornar Vegan.

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