Embora eu não fosse muito chegada em carnes sanguinolentas, comia regularmente carne de vaca, porco, frango e peixe. Quando adolescente, experimentei escargot e rã – o que me pareceu extremamente nojento. Meus pratos preferidos eram feijoada, bacalhoada, bisteca, rabada e bife a parmegiana. Em 2000, comecei a fazer aulas de yoga. Soube que meus professores eram vegetarianos e fui confirmar a informação: “Vocês não comem mesmo carne nenhuma?” Então o que eles me disseram calou fundo em minha alma, não sei se pela entonação, ou se no meu coração eu já era vegetariana. Ele disse: “Não como nada que anda, voe, nade, rasteje ou pisque.” No dia seguinte, virei vegetariana. Lembro que era a semana do McLanche Feliz e ainda fiquei na dúvida se deveria contribuir ou não. Resolvi o dilema pedindo o BigMac, mas sem a carne. Hoje tenho dois filhos que nunca comeram carne e pretendo educá-los para que, mais velhos, possam assumir conscientemente esta opção.

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