Vegetarianismo e a Filosofia Védica

Na Índia, há 550 milhões de vegetarianos. Tal dieta, considerada parte essencial do desenvolvimento do processo espiritual, é recomendada pelos Vedas (Veda = Verdade), os textos sagrados da Índia datados de cerca de 5 a 8 mil anos atrás.

Através do princípio do AHIMSA, ou seja, da não-violência, o vegetarianismo está presentes na filosofia do Yoga, e foi propagado por Mahatma Gandhi, que liderou milhões de hindus na libertação da Índia contra a opressão britânica.

O ahimsa, conceito que promove a misericórdia, o amor e a compaixão por todas as entidades vivas, tem profundos efeitos no comportamento e na consciência humanos. Hoje, mesmo com uma superpopulação, a Índia tem baixos índices de violência.

“Não usarás seu corpo dado por Deus para matar as criaturas de Deus, sejam elas humanas, animais ou de qualquer tipo”

Yajur Veda 12:32

12 Comentários

  1. Olá, gostaria de saber quais são as partes dos vedas que falam do vegetarianismo..

  2. Independente do que se come o não ódio já e uma bênção, em tempos que só a boa intenção já e algo raro

  3. Verdade! Achei o post muito legal.
    Govijuan e Renata, concordo com vocês. Força na caminhada e já sabendo que este tipo de situação sempre estará no caminho… Vivemos em uma sociedade onde as pessoas querem empurrar as ideias e práticas garganta abaixo das outras. Felizmente alguns, como vocês, percebem que isso não funciona e busca maneiras saudaveis de levar a ideia a diante. Um abraço pessoal

  4. Verdade!!!! Concordo que o vegetarianismo tem que ser sugerido de uma forma sutil, sem imposições, mas com seu próprio exemplo! Quando a gente muda algo dentro de nós os que estão a volta podem sentir a mudança, e tentar imitar! Nada que se impõe como obrigação funciona e é duradouro, as coisas precisam ser sentidas, sutilmente. Por isso é muito importante ter a compreensão e o respeito por quem ainda come carne, e saber aguardar o momento daquela pessoa!

    • Pois é Renata, vale mais o esforço de um lactovegetariano que inspira, com arte música e bom trato, do que a estrita dieta de um vegano que desanima a todos, incluso que é vegetairano. Posso arriscar a dizer que até vale mais um carnívoro que quer ser vegetariano, e que entende o significado profundo da prática do que um fanatismo e sectarismo causado pela superficialidade no entendimento da prática (e isso vale para religião ou qualquer outra prática que involucra auto-disciplina). Digo isso porque se comparamos a nivel mais global quem salva mais animais de ser maltratados…

      • Concordo plenamente!!! Acho que vale mais a pena ser um carnívoro aspirante a vegetariano, e ir deixando este sentimento entrar aos pouco analisando a causa até o momento de se sentir preparado para realmente ser um vegetariano, porque ai sim acredito que vai existir sentimento nisso! Porque só o ato mecânico de não ingerir a carne acho muito superficial! E quando este processo acontece conosco podemos ter mais paciência com aqueles que ainda não conseguiram chegar neste sentimento!
        A religião também, não adianta ser fanático por algo apenas porque a sociedade impõe, se no seu eu aquilo não te toca! Podemos ver claramente quando uma pessoa é realmente tocada por aquilo que acredita, independente de que religião ela siga, ela expressa sentimento nas palavras, e em nenhum momento desdenha aquele que não compartilha com ele da mesma fé! A sutileza é uma grande virtude!

  5. Criticar quem come carne enquanto toma um copo de leite é quase tão incoerente quanto.
    A vaca não morre mas sofre pra ”dar” o leite pra vcs e vcs sabem muito bem disso.
    Se vcs tem coragem de dizer pra alguém q comer carne é anti ético, q é cruel, tirem suas bocas das tetas das vacas.
    Go vegan.

    • ”enquanto VOCÊ toma um copo de leite*”

    • A cultura védica também considera a vaca sagrada, pois é considerada a mãe da sociedade, e dentro da famila (de pequenos agricultores) é considerada como mais um membro. O método védico é dar cariño para a Vaca. Vacas felizes dão Leite de sobra, o que alcança para dar para o terneiro dela e também.
      Na verdade a cultura védica não tem a visão de exploração que conhecemos tão bem, eles desenvolveram um relacionamento com ese animal muito especial, muito profundo. Acho que só deixar de consumir os produtos dela é algo que só neutraliza um pouco a exploração das vaquinhas. Mas a cultura védica nem só propõe o respeito pela vaca, propõe carinho e adoração, o que não é neutro, mas é positivo. Num relacionamento você doa, mas também tem que saber receber.

    • Mais uma coisa, amigo vegano,
      Neste site estamos expondo pontos de vista e tentando inspirar as pessoas a participar do vegetariansmo e veganismo, e não estamos tentando criticar ninguiem. De fato o artigo está expondo o conceito ahimsa.
      Fazemos isso por amor, isso tem que ficar bem claro, vegetarianismo por amor aos animais e a todos os seres vivos. Segregação não é amor, e sentimos que algumas pessoas segregam com alguns termos e justificando-se en vegetarianismo e veganismo. A gente pratica e difunde o vegetarianismo também para fazer o bem a quem come carne, e se você explora um pouco nosso site vai achar uma seção que chama “Carnívoros Anónimos” onde tentamos levar o asunto dos que comen ou comeram carne alguma vez com Humor, para dar ensinanzas e compartilhar vivências pessoais.
      Acho que se os vegetarianos conseguem falar bem do vegetarianismo, sem ter que falar mal de quem come carne e segregalos, veganos também pode fazer a mesma coisa, não acha?
      Para falar bem de uma pessoa você não precisa falar mal de alguma outra. Só precisa expor as boas qualidades dessa pessoa.
      De igual forma não precisamos falar mal (mesmo que não concordamos) de quem come carne.
      Podemos expor que o ato é negativo mas com muito cuidado, pois somos contra o comer carne, mas não somos contra quem come carne. Somos por decir assim “contra o pecado mas não contra o pecador”.
      O termo “Vegetarianismo” é muito mais antigo que o termo “Veganismo”, e o termo “Ahimsa” é ainda mais antigo que o termo “Vegetarianismo”. Ir para as raízes é importante pois o proprio fator tempo mostra muitas verdades e as coloca a prova.

      • Eu não conheço essa cultura ahimsa. Não falei dos adeptos. Falei dos playboys metidos a indianos que fazem passeata contra a exploração animal e compram leite no mercado. Playboys esses que não tem vaquinhas felizes no quintal pra ficar bajulando e ganhando leitinho feliz, e sim alimentam a industria leiteira falando mal sim de quem come carne ou do comer carne. Se não se alimentar de carne é só se neutralizar, então fazer carinho na vaca e beber o leite dela é um passo gigantesco pra libertação animal, né, aham. Eu não vejo vacas brotando por aí pra eu fazer carinho. Eu vi uma foto de uma comunidade desse tipo aí, gente do vrinda mesmo, lá em minas gerais. Era uma foto em que a vaca estava com as pernas ou patas amarradas enquanto era ordenhada por um hare. Isso é exploração sim. ”Vamo amarrar a perna dela. Assim a gente consegue pegar o leite sem levar coice”. Isso é a mesma coisa q roubar. Eu nao conheço vc e nem quis ser desrespeitoso. Mas criticar a exploração enquanto se explora fazendo carinho, é embaçado. Não vou voltar aqui pra ler mais sobre os ahimsas e nem ver sua resposta. ja vi bastante do q ”vcs” falam, inclusive dentro do vrinda. valeu.

        • Bom, sinto muito que você não quer ler minha resposta, pois acho que é importante para você. Mesmo assim vou escrever.

          Qualquer vegetariano é considerado aguem especial pela revolução da colher (mesmo que tenha algumas falhas).E consideramos todo vegano como vegetariano também.
          Discordamos com formas pouco carinhosas de trata-los. Achamos que a solução é o vegetarianismo sim, mas só vai ser possível se podemos inspirar as pessoas de uma forma harmoniosa.

          Achamos muito chato falar mal das pessoas que comem carne e por isso tentamos deixa-las “Anônimas” . Por muitos motivos tem muitas pessoas que não conseguem levar uma forma de vida vegetariana, mesmo querendo. Mas o desejo deles é algo que deve ser cuidado e incentivado. Já é bem difícil inspirar a uma pessoa a mudar sua alimentação. Mas o objetivo da revolução da colher não é só promover o vegetarianismo. A gente está tentando inspirar ativistas, pessoas que difundam. Isso é ainda mais difícil.
          Uma outra dificuldade é que colocar limites para outros não é delicado, pois auto disciplina depende da inspiração que cada um sente. Por isso achamos muito importante nem só ter ração mas ter um jeito de inspirar aos outros, e o melhor método é sempre a amizade, o carinho, o respeito. Inspirar respeito, carinho, amizade, amor só pode ser feito dando exemplo no trato.

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